

O governo do Canadá anunciou, nesta segunda-feira (22), que vai limitar o número de vistos de estudo por 2 anos, garantindo um corte de pelo menos 35% nas autorizações para cursos de graduação.
O país sempre foi muito acolhedor nesse aspecto, principalmente pelo envelhecimento da população e falta de mão de obra. Porém, a recente crise imobiliária pede novas medidas.
O governo vê que uma das razões para o aumento da população, o que causou essa crise, é a quantidade de imigrantes. Portanto, esse ano serão concedidos cerca de 196 mil vistos de estudo a menos do que no ano passado.
A autorização de turismo não será afetada, mas esse projeto pode se estender para vistos de trabalho no futuro. Ele também não afetará estudantes renovando permissões já concedidas.
O ministro da Imigração canadense, Marc Miller, compreende que alunos imigrantes são essenciais para o país. Porém, essa noção está sendo explorada por algumas instituições.
Algumas instituições privadas se associam a públicas para poder aproveitar alguns benefícios do visto de estudante do Canadá. Ele possibilita que o estrangeiro leve cônjuges, que poderão trabalhar legalmente.
Assim, o objetivo principal da medida é reduzir o número de pessoas anexas, priorizando quem está indo para estudar.
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), Alexandre, ainda argumenta que o povo canadense sente diversas dificuldades no dia a dia por causa disso, não só o aumento do custo da moradia.
Porém, também há críticas à essa proposta. A Aliança Canadense de Associações Estudantis (Casa) diz que o governo pode solucionar a crise imobiliária de diversas outras formas, como com mais alojamentos para os estudantes.
A medida apenas não afetará estudantes que vão ao país em programas de intercâmbio de até cinco meses. Por serem curtos, eles não são considerados tão prejudiciais para a crise de moradia.